terça-feira, 7 de agosto de 2007

LEE HAZLEWOOD (1929-2007)


Kiss all the pretty ones goodbye
Give everyone a penny that cry
You can throw all my tranquil' pills away
Let my blood pressure go on its way
For my autumn's done come
My autumn's done come.


Lee Hazlewood, My Autumn's Done Come


Lee Hazlewood morreu no sábado, dia 4 de Agosto, em Henderson, Nevada, vítima de um cancro renal que já o afectava há três anos.

Barton Lee Hazlewood nasceu a 9 de Julho de 1929 numa pequena vila do Oklahoma. Começou a sua carreira musical como DJ em Coolidge, Arizona, onde colaborou com o guitarrista Duane Eddy e começou a escrever canções. Em 1955 criou a editora Viv Records e no ano seguinte passou a dedicar-se em exclusivo à produção e à composição. No início dos anos 60, montou a produtora discográfica LHI e editou o seu primeiro álbum a solo, Trouble is a Lonesome Town.

Nos meados dos anos 60, iniciou a colaboração com Nancy Sinatra, traduzida em temas como These Boots Were Made For Walking ou Some Velvet Morning e nos álbuns Nancy & Lee (1968) ou Nancy & Lee Again (1972).

No início dos anos 70, procurando evitar que o seu filho fosse mobilizado para a guerra no Vietname, fez as malas e partiu para a Suécia, onde continuou a gravar até ao esquecimento.

Redescoberto nos anos 90, por uma nova geração de músicos como Nick Cave, Lambchop ou Tindersticks, Lee Hazlewood ressuscitou. Regressou aos palcos e às gravações e alguns dos seus discos são reeditados em CD na editora do baterista dos Sonic Youth, Steve Shelley. No seu último álbum, Cake or Death, canta: “In this place they call forever/Will there be any songs to sing?” (“Nesse lugar a que chamam para sempre/Haverá canções para cantar?”).

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