sexta-feira, 17 de agosto de 2007

MAX ROACH (1924-2007)


O baterista Max Roach, um dos pioneiros do jazz moderno, morreu ontem em Nova Iorque aos 83 anos de idade, vítima de doença prolongada. Maxwell Lemuel Roach, nascido na Carolina do Norte em 10 de Janeiro de 1924 e criado no bairro nova-iorquino de Brooklyn, fica na história como um virtuoso da percussão e um dos reinventores do jazz moderno. As improvisações e inovações rítmicas que introduzia nas suas composições ajudaram a definir o som do bepop jazz nos anos 40. A sua atitude heterodoxa marcaria toda uma carreira, em que ultrapassou as fronteiras do jazz ao colaborar com coros de gospel, grupos de hip-hop, artistas plásticos e toda a sorte de iniciativas musicais. As suas primeiras actuações, com apenas 16 anos, abriram-lhe as portas do mítico Milton’s Playhouse do Harlem, onde travou conhecimento com o saxofonista Charlie Parker e o trompetista Dizzy Gillespie. Em 1944, Roach protagonizou uma das primeiras sessões de gravação de bepop ao lado de Gillespie e do saxofonista Coleman Hawkins. Também colaborou com Miles Davis e a Capiyol Orchestra em várias sessões de gravação. Envolveu-se directamente no movimento de defesa dos direitos civis dos negros norte-americanos com álbuns como We Insist! Freedom Now Suite, de 1960. Nos anos 70 tornou-se o primeiro músico de jazz a leccionar como professor titular de música na Universidade de Massachusetts, actividade que desempenhou até ao final dos anos 90. Permaneceu activo com o seu quarteto até ao ano de 2000. O seu último trabalho como compositor aconteceu em 2002, quando escreveu e interpretou a música do documentário How to Draw a Bunny, sobre o artista Ray Johnson.

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