quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

TAKAHIKO IIMURA (ON EYE RAPE, 1962)



O japonês Takahiko Iimura (Tóquio, 1937) é considerado um dos expoentes máximos do cinema experimental, arte vídeo e instalação. A sua trajectória artística teve início na Nova Iorque dos anos 60 com a produção de filmes experimentais, ficando associado a artistas de vanguarda como Yoko Ono, a pintores como Genpei Akasegawa e Natsuyuki Nakanishi, e ao bailarino e coreógrafo Tatsumi Hijikata, um dos criadores do Butoh, a mais arrojada — e única — forma de dança contemporânea japonesa.

A sua obra cinematográfica aborda questões tão diversas como a ecologia em
Junk (1962), a imagética erótica e a crítica social em Love (1962) e Onan (1962) ou a relação entre a palavra e a audição, na instalação audiovisual Seeing/Hearing/Speaking (2002), baseada no livro La Voix et le phénomène do filósofo francês Jacques Derrida.

Os seus trabalhos receberam inúmeros prémios e foram exibidos em museus e galerias de renome mundial, designadamente, no Museu de Fotografia de Tóquio, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e no Centro Georges Pompidou, de Paris.


On Eye Rape (1962) “was made with footage I picked out of some trash. It was originally an educational film which recorded a plant growing out of the ground. The content isn't important. I punched almost all the frames with a puncher. I made big holes so that when it was projected, people could barely see what was originally in the frames. I didn't punch every frame; there was a lot of flicker from the holes. People got very annoyed and complained. They were afraid they would get hurt by the light. That film was called, in English, On Eye Rape. In fact, I had also inserted (a few frames of) some porno shots. Pornography was forbidden in Japan; it’s still forbidden..." *

* "An Interview with Taka Iimura", Scott MacDonald,
Journal of the University Film Association, XXXIII, 4 (Fall 1981).

1 comentário:

josé luís tavares disse...

É bom saber-te por aí, eugénio. abraços

José Luís Tavares