quarta-feira, 26 de março de 2008

REMBRANDT (ALEXANDER KORDA, 1936)

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (15 de Julho de 1606, Leiden – 4 de Outubro de 1669, Amesterdão), nome central da pintura holandesa da sua época, é tradicionalmente reconhecido como um dos maiores génios artísticos de sempre. A sua vida foi, contudo, atribulada e inconstante, sobretudo, na última fase quando, em 1656, se declarou falido e todas as suas propriedades e colecções foram vendidas em hasta pública.

Corre o ano de 1642 e Rembrandt vive cercado de fama e de fortuna mas, com a morte de Saskia van Uylenburgh, sua esposa e musa inspiradora, o seu trabalho entra numa nova fase, mais pessoal e anticonformista. Realiza, então, obras notáveis em que o colorido se torna mais luminoso, dando maior expressividade e conteúdo emocional aos seus quadros de pincelada ampla e cores pastosas.

Rembrandt, realizado em 1936 por Alexander Korda, é possivelmente um dos seus mais inteligentes filmes que, longe de cair na biografia romanceada de Rembrandt, nos coloca frente a um elaborado e sensível estudo psicológico do último período da vida e da obra do grande mestre holandês, recriado de forma magistral pelo espantoso Charles Laughton.

O filme acompanha as relações de Rembrandt com a governanta de sua casa, o seu amor pela criada Hendrickje Stoffels, passando pelo seu filho Titus, ou pelo seu regresso ao moinho de Leiden, onde viviam o seu pai e o seu irmão e, naturalmente, pela criação do seu último período pictórico, com destaque para o célebre A Ronda Nocturna.

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